Sociedade,
cultura e violência: Uma experiência com agentes de segurança penitenciária
52ª
REUNIÃO ANUAL DA SBPC 09 a 14/07/2000 UNB, BRASÍLIA/DF
FERNANDO
ANTÔNIO DOMINGOS LINS
TRABALHO
Nº 2668-A3 (SESSÃO DE ANTROPOLOGIA)
TÍTULO:
SOCIEDADE, CULTURA E VIOLÊNCIA UMA EXPERIÊNCIA COM AGENTES DE SEGURANÇA
PENITENCIÁRIA
RESUMO
(INTRODUÇÃO) A abordagem antropológica dos direitos humanos
considera inúmeros aspectos relativos à expressão de violência e suas variantes.
Trabalhando com a dimensão do significado de cultura e diversidade e as noções de
identidade, soberania, hierarquia e poder, compreende-se a função social de um agente de
segurança penitenciária na qualidade de protetor dos direitos humanos sob o regime de
resistência, vigilância e punição. Esta pesquisa teve como objetivo caracterizar o
discurso do agente penitenciário diante da função e crítica sociais que lhe são
atribuídas, bem como uma visão da sociedade e a difusão de uma cultura da violência a
partir do sistema prisional vigente no Brasil. (METODOLOGIA) O trabalho foi realizado a
partir de um convênio entre o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações
Populares (GAJOP) e o Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco
(IPEPE), possibilitando que um total de 200 agentes de segurança penitenciária
aspes, do Recife e região metropolitana participassem de agosto a dezembro/99 do Curso
Educação para a Cidadania. Os 200 agentes foram distribuídos num total de 10 turmas de
20, cada turma com 40 horas/aula, duração de uma semana, tempo integral em 04 módulos:
Cultura e Sociedade, Sociedade e Direitos Humanos, Lei de Execuções Penais e Realidade
Carcerária, Laboratório de Integração. No Curso, as exposições foram dialogadas, com
utilização de recursos audio-visuais, discussão de textos e livre expressão dos
agentes, discussões e avaliação crítica. (RESULTADOS) Foi possível de acordo com o
discurso e participação dos uma grande insatisfação profissional, um nível de
valoração deficitário atribuídos a forte pressão social e imputação de faltas, que
não lhes correspondem. Os agentes acreditam na plena instalação de uma cultura da
violência fomentada pela mídia e no direcionamento tendencioso da concepção de
Direitos Humanos sob a ótica do detento. Percebem-se excluídos das discussões em torno
da reforma do sistema penitenciário e da erradicação do domínio da violência e seus
mecanismos. (CONCLUSÃO) Em razão do papel social dos agentes penitenciários, a
caracterização de seus discursos sugere uma necessária avaliação da realidade
carcerária e de difusão de comportamentos violentos considerando-se o agente um parceiro
no diálogo de construção da justiça, cidadania e direitos humanos.
O sugestivo e interativo trinômio: Sociedade, Cultura e
Violência, não nos remete unicamente à configuração de cultura como antecipadora de
revoluções sociais, antes a de estágios individuais e coletivos de conhecimento humano,
de perto e de longe, produzidos por ela, a cultura, sem as interpretações e
comportamentos passíveis de difusão geográfica.
Grande parcela da população brasileira, sob influência
relativa dos meios de comunicação, tem suas idéias, conceitos e expressões
constantemente reelaboradas em função de modismos factuais, cenas e personagens de
ocasião, intraduzíveis por outros critérios que os da absorção fácil de produtos de
consumo, imagens que por muitas vezes reproduzem episódios da vida privada e projetam
novos protagonistas, satisfazendo anseios os mais inconscientes. A ascensão dos
estigmatizados, dos que em se tornando, adentram na realização do imaginário social, do
reconhecimento pessoal, reinventam uma cultura, de tradições, valores, crenças,
significados, mesmo que a partir da cisão de mundos O universo da loucura.
Uma das expressões da violência, a linguagem explícita da
violência física, destinada ao físico, sob o regime da vigilância e da punição,
além de outras destinações, do psíquico e do simbólico, é objeto deste trabalho.
Experiência, em parceria pioneira de instituições, com agentes de segurança
penitenciária (asps). Trabalho do programa de Educação para a Cidadania O Agente
de Segurança Penitenciária como protetor dos Direitos Humanos.
1 AGENTES PENITENCIÁRIOS / FUNÇÃO
2 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA CIDADANIA
PLANO DE CURSOS/ PROPOSTA PARA PERNAMBUCO
3 SUB-TEMA: SOCIEDADE, CULTURA E
VIOLÊNCIA NO BRASIL PLANO DE AULA/CONTEÚDO
Um total de 200 (duzentos) agente de segurança penitenciária (ASPES)
participou do referido curso, no período de agosto a dezembro de 1999. Os agentes foram
distribuídos em 10 turmas de 20 cada, duração de 01 semana, 40 horas/aula, o curso foi
proposto em 04 módulos, tempo integral (8:00hs às 12:00hs / 14:00hs às 18:00hs):
Cultura e Sociedade, Sociedade e Direitos Humanos, A LEP e a Realidade Carcerária,
Segurança Pública e Direitos Humanos. Dentro da proposta do Curso, de promover junto dos
órgãos de segurança e justiça, a visão de direitos humanos e de cidadania,
contribuindo com o resgate do papel social do agente de segurança penitenciária junto à
Comunidade, os módulos com o desdobramento dos conteúdos, detalhados por temas se
seguem. De início, a proposição pedagógica da sessão de apresentação foi
encaminhada através do trabalho de grupo, com o objetivo de criar uma ambiência
favorável ao aprendizado.
Ao GAJOP coube a coordenação do programa de EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
e montagem da proposta teórico-metodológica e realização de cursos destinados a
reciclar agentes penitenciários. O IPEPE colaborou na elaboração do plano de curso,
como na sua realização. Quanto aos módulos do curso, o IPEPE ficou diretamente
responsável pelas temáticas: cultura, sociedade e violência/ A Lei de execuções
penais como Instituto de Recuperação social do Apenado / Segurança Pública no Estado
Democrático de Direito / Laboratório de experiências práticas (Instrutores: Fernando
Lins, Flávio Ataliba/ Fernando Rêgo, Fernando Lins).
Agentes
Penitenciários / Função
Os serviços os
quais são atribuídos aos Agentes de Penitenciária I (ou simplesmente ASP I) são:
§
zelar pela disciplina e segurança dos detentos;
§
efetuar rondas periódicas;
§
atender e fiscalizar os visitantes,
§
acompanhar trabalhos executados por detentos;
§
informar ocorrências de seu turno de trabalho;
§
dirigir veículos oficiais quando credenciado e habilitado;
§
acompanhar sob custódia, detentos requisitados para audiências, ou quando da
realização de exames médicos ou laboratoriais.
Os ASP II tem como funções:
§
identificar pessoal interno através de fichas de acompanhamento;
§
preparar notas de serviços;
§
registrar ocorrências em livro próprio;
§
elaborar relatórios;
§
promover a distribuição de presos nas celas;
Os ASP III tem como funções;
§
coordenar o trabalho das equipes em plantão nos estabelecimentos penais;
§
coordenar atividades laborativas e recreativas dos detentos;
§
estudar e propor medidas que aprimorem o tratamento penitenciário definido para cada
detento;
§
colaborar na classificação dos internos observando-se o índice de aproveitamento
revelado no cumprimento da pena;
§
prestar assistência técnica quando da implantação de normas ou novos métodos de
trabalho;
§
realizar estudos e pesquisas relativos a problemas penitenciários.
AULA/TEMA
SUBTEMAS:
CULTURA E SOCIEDADE / CULTURA E VIOLÊNCIA NO BRASIL
PLANO DE AULA /
CONTEÚDO:
1 Conceito de cultura e civilização: Dimensão do
significado de cultura e suas variantes globais, regionais, raciais, étnicas, religiosas,
políticas, sócio-econômicas, etc. Diversidade de povos e sociedades, comportamentos.
Importância da relativização de padrões, normas e conceitos, facilitando a noção e
compreensão de direitos humanos.
2 Sociedade e Cultura Brasileira: Influências e
agentes para construção de um caráter nacional. O povo brasileiro. Relações entre
identidade, soberania, hierarquia e poder. Violências e comportamentos violentos
nos espaços público, privado, do físico, do psíquico e do simbólico. Elementos
facilitadores e inibidores da violência. Significado da resistência, vigilância e
punição. Proteção dos Direitos Humanos.
3 Difusão de uma Cultura da Violência: Aspectos
objetivos e subjetivos. Ruptura de preconceitos e discriminações veiculadas pela mídia.
Comunicação Social e Direitos Humanos. Comunicação Social, Ética e Cidadania.
HORA/AULA: 1
TARDE (04 horas)
MÉTODOS: Aulas
expositivas seguidas de debate.
INSTRUMENTOS:
- Utilização de transparências para
retroprojetor e quadro branco durante as exposições
- Utilização de textos (livros, periódicos
em geral) para leitura e debate em grupos, fornecendo questões complementares à
exposição. Discussão de questões práticas atuais e relevantes.
RESULTADOS:
A participação voluntária e o discurso dos agentes sobre as
questões mais próximas de suas atividades, críticas, reivindicações, sugestões,
foram fundamentais para reavaliação do papel social do agente de segurança
penitenciária, dos sistemas sócio-políticos responsáveis pela gerência e execução
da justiça e segurança pública, bem como a expansão da concepção de Direitos Humanos
sob diferentes óticas.
RESULTADOS / ATIVIDADE LABORATÓRIO
Inicialmente, a Pastoral Carcerária foi convidada a participar do
processo facilitador do Laboratório. Inúmeras foram as desculpas pelo não
comparecimento nas primeiras semanas. As ausências contínuas foram percebidas como falta
de interesse, no mínimo. Procedemos a substituição por outras instituições e pessoas
físicas que manifestaram interesse em colaborar com a atividade. Conforme esquema anexo,
repertoriamos por turma, as datas, horários, participantes, exposição geral e tópicos
de um debate geral empreendidos. A partir da 4ª turma, tivemos a presença do Corregedor
da Secretaria de Justiça (Dr. José Luiz de Oliveira Jr.) que atenciosamente reservou
horário para ouvir os agentes e facilitar a integração destes com a corregedoria.
A atividade
Laboratório esteve organizada para transcorrer da seguinte forma:
- Acontecendo às sextas-feiras à tarde (14 às 18
horas intervalo de 20 minutos para o lanche).
- A arrumação da sala, para facilitar a participação de todos
e segundo sugestão dos próprios agentes, com disposição das cadeiras em círculo, como
num seminário. Utilizávamos o quadro, com a finalidade eventual de anotar algum
endereço, qualquer observação solicitada, etc.
- Utilizamos os primeiros 05 minutos, em cada turma, para
explicar o significado da atividade, ressaltando a importância da participação de
todos, sem tabus, preconceitos quanto às opiniões a serem emitidas.
- Apresentação do(s) participante(s) da tarde. Alguns minutos
que empreguei para apresentar o convidado, formação profissional, função que
desempenha junto a sua instituição.
- Uma exposição geral (30 minutos) pelo participante convidado,
de tema relacionado ao detento, ao agente, ao sistema penitenciário, conforme perfil do
expositor. Com antecedência, tratava com o visitante acerca do que seria exposto. A
exposição tinha como objetivo focalizar determinado assunto ou área de concentração,
para não dispersar as temáticas. O Fio Condutor não impedia, contudo, por ocasião dos
debates, que questões correlatas ou de outra natureza fossem expostas. A exposição
breve pretendia também, quebrar qualquer bloqueio inicial existente quanto à área de
atuação, corrente ideológica ou pessoal do expositor ou instituição representada.
Diante da expectativa de cada turma, percebemos o interesse suscitado por cada exposição
e a descontração durante o debate.
- Um debate geral (03 horas) assim denominado o momento
representativo da fala dos agentes: opiniões, críticas, denúncias, sugestões,
perguntas, reivindicações, exigências, desabafos, etc. Cada um fazia as suas
observações, sob nossa coordenação, para evitar falas paralelas, tumultos. Os
participantes convidados interagiam quando de questões diretamente dirigidas,
argumentações ou na recíproca de assuntos levados aos agentes, até mesmo para dirimir
qualquer dificuldade de compreensão do trabalho realizado.
Não podemos construir um padrão desenvolvido para todas as
turmas quanto ao LABORATÓRIO. Inicialmente, em virtude de cada expositor e exposição
definirem uma linha de abordagens, tópicos de uns não apresentados por outros.
As três primeiras turmas tiveram temas e expositores distintos.
A partir da quarta turma, com a participação do corregedor, os objetivos de sua
presença e temática não sofreram variações, praticamente. É possível prever que
mesmo em turmas diferentes cada semana, não haveria possibilidade de discussões
inovadoras: críticas, reclamações, reivindicações em tons um tanto quanto alterados
em intensidade, mas sob uma mesma essência, um mesmo teor.
RESUMO DA 1ª TURMA (O PROCESSO EDUCATIVO, MORAL E
RELIGIOSOS DO DETENTO):
O expositor resumiu a experiência de dez anos no presídio
Aníbal Bruno de uma instituição religiosa (Grupo Espírita Seara de Deus). Alguns
agentes manifestaram a curiosidade natural quanto ao Espiritismo: História, Objetivos,
Doutrinas, Organização. O Assitencialismo é a característica mais explorada, tendo em
vista o que os agentes relatam diante da expectativa dos detentos, antes e após as
visitas. As opiniões são diferentes, entre os agentes quanto a real eficácia deste e de
outros grupos religiosos no que se refere à recuperação dos detentos a longo prazo. A
maioria concorda (os agentes) que a disciplina interna e o relacionamento entre detentos
são favorecidos pelas visitas. Os agentes não são refratários à experiência
religiosa ou resistentes a qualquer esforço convergindo para recuperação moral do
detento, desde que os grupos assim atuantes não interfiram em questões de natureza
administrativa, política e/ou diretamente na direção da penitenciária (sic)
opinião referida mesmo pelos agentes adeptos dessa ou daquela corrente religiosa.
RESUMO DA 3º TURMA (RESPONSABILIDADE PENAL E DIREITOS HUMANOS):
O caráter dessa exposição teve suas particularidades: a
expositora foi uma juíza (Justiça do Trabalho) e o tema envolvia os Direitos Humanos
(proposta do curso). Os agentes têm do Juiz a visão do mediador, do
instrutor do formalismo legal, dos detalhes com precisão para execução penal. Ao mesmo
tempo ficam à vontade para mencionar as dificuldades operacionais no cumprimento das leis
e regimentos. Apontam a disparidade entre o discurso, pautado nos códigos, manuais e a
prática seguida pelas instituições penais, além do próprio cotidiano de trabalho no
desempenho de suas tarefas. Várias referências foram feitas à LEP (Lei de Execuções
Penais), pelos agentes: Dificuldades na divulgação e conhecimento da LEP (Temática de
uma das aulas do curso) entre os agentes.
A questão dos Direitos Humanos, desde os primeiros dias de aula
entre as diversas turmas foi motivo de debate: O que se entende por direitos humanos? Os
agentes, inúmeras vezes, procuraram correlacionar o que na visão deles é o Direito dos
detentos (sic). Alguns disseram que cursos, reuniões sobre Direitos Humanos são somente
para tratar dos benefícios, dos direitos dos presos (sic). É possível verificar
constantemente o baixo nível de valoração e estima dos agentes. Muitos expressam uma
auto imagem deficitária, depreciativa.
RESUMO DA 4ª À 10ª TURMA
Estas turmas contaram com a participação do Dr. José Luiz de
Oliveira Jr. (Promotor Público, ex-superintendente do sistema penitenciário, Corregedor
da Secretaria de Justiça/PE, membro do IPEPE).
A exposição geral (30 minutos) foi relacionada à função da
corregedoria, papel do corregedor e projetos da atual gestão (1999 2002).
As questões expostas pelos agentes penitenciários foram
diversas: Regulamentos, punições, quadro efetivo deficiente, falta de condições de
segurança nas instalações físicas dos presídios, precariedade geral das
instalações, alimentação irregular, transportes precários das unidades penais,
dificuldades de relacionamento entre colegas e com superiores, déficit salarial, sistema
de plantões / Carga horária excessiva.
A maioria dos agentes mostrou-se antipática à função da
corregedoria, tendo dela a idéia de instrumento punitivo direcionado aos agentes de
segurança penitenciária, antes mesmo de qualquer palavra do corregedor (sic). Este em
sucessivas turmas procurou eliminar imagens negativas, dificuldades de gestões
anteriores. Registrou todas as críticas, sugestões e reivindicações para posterior
análise e eventual viabilização (sic). Junto à Secretaria de Justiça e Cidadania /
PE. O corregedor e a corregedoria se colocaram à disposição dos agentes, com a
finalidade de trabalharem juntos na reforma do sistema penitenciário.
LABORATÓRIO/PLANO:
1ª
TURMA: 30/08/99 a 03/09/99
6ª
feira (03/09/99) 14 às 18 horas
PARTICIPANTES:
Prof.
Lucíola Filizola (ex-presidente da Comissão Estadual de Espiritismo C.E.E, Coord.
de Infância e Juventude / C.E.E, Pedagoga).
EXPOSIÇÃO
GERAL:
(30 minutos) sobre o tema: O Processo Educativo, Moral e Religioso do detento.
DEBATE
GERAL:
(3hs 30m) Vivência dos agentes acerca do papel de grupos religiosos na
penitenciária, atuação dos mesmos, função assistencial, sugestões, Dificuldades das
relações agente-detento.
2ª
TURMA: 13/09/99 a 17/09/99
6ª
feira (17/09/99) 14 às 18 horas
PARTICIPANTES:
Prof. Fábio Barros (Biólogo, Coord. do Grupo de Assist. Religiosa ao Presídio Aníbal
Bruno).
EXPOSIÇÃO
GERAL:
(30 minutos) sobre o tema: Uma Experiência de dez anos no Presídio Aníbal Bruno.
DEBATE
GERAL:
(3hs 30m) Como os agentes vêem os grupos de assistência religiosa.
Interferências consideradas positivas e negativas. Comportamento dos detentos antes e
após as visitas. Facilitação da atuação dos agentes face ao trabalho dos grupos.
3ª
TURMA: 20/09/99 a 24/09/99
6ª
feira (24/09/99): 14 às 18 horas
PARTICIPANTES:
Dra. Yolanda Polimeni (Juíza de Direito, Justiça do
Trabalho/PE, Membro do IPEPE); Prof. Luciola Filizola.
EXPOSIÇÃO
GERAL:
(30 minutos) sobre o tema: Responsabilidade Penal e Direitos Humanos.
DEBATE
GERAL:
(3hs 30m) Dificuldades operacionais para cumprimento das leis e regimentos.
Discussão sobre a abrangência do Conceito de Direitos Humanos.
4ª
TURMA: 27/09/99 a 01/10/99
6ª
feira (01/10/99): 14 às 18 horas
5ª
TURMA: 04/10/99 a 08/10/99
6ª
feira (08/10/99): 14 às 18 horas
6ª
TURMA: 18/10/99 a 22/10/99
6ª
feira (22/10/99): 14 às 18 horas
7ª
TURMA: 25/10/99 a 29/10/99
6ª
feira (29/10/99): 14 às 18 horas e
8ª
TURMA: 08/11/99 a 12/11/99
6ª
feira (12/11/99): 14 às 18 horas
PARTICIPANTES: (nas 05 turmas): Dr. José Luiz de Oliveira Jr. (Promotor Público, Corregedor da Secretaria de Justiça, ex-superintendente do Sistema Penitenciário, membro do IPEPE)
EXPOSIÇÃO
GERAL: (30 minutos) para as cinco (05) turmas: função da
corregedoria, papel do corregedor e projetos da atual gestão.
DEBATE
GERAL:
(3hs 30m) Foram expostas questões, as mais diversas pelos agentes penitenciários:
Regulamentos, Punições, Efetivo deficiente, Falta de Segurança para vigilância,
Transportes precários, relacionamento distante com os superiores, Instalações
precárias, reivindicações gerais.
- FERNANDO ANTÔNIO DOMINGOS LINS
REFERÊNCIAS
E OUTRAS FONTES:
DA MATTA, Roberto
(1978) Carnavais, Malandros e Heróis. 4ª edição. Rio: Zahar editores S.A, 1983.
__________, A casa e a Rua. 4ª edição. Rio: edit. Guanabara Koogan. 1991.
DUMONT, Louis
(1966) Homo Hierarchicus: Le Système des Castes et ses implications. Paris:
Gallimard, 1966.
_________, (1983) Essais sur lIndividualisme. Paris, éditions du Seuil,
1983.
FOUCAULT,
Michel (1975) Vigiar e Punir. 19ª edição. Rio: editora Vozes, 1999.
GOFFMAN, Erving
(1963) Estigma: notas sobre a manipulação da Identidade deteriorada. 4ª
edição. Rio: editora Guanabara Koogan S.A., 1988.
HOLANDA,
Sérgio Buarque de. (1936) Raízes do Brasil. 17ª edição. Rio: Liv. José O.
editora, 1984.
LARAIA,
Roque (1986) Cultura, um conceito Antropológico. Rio: Jorge Zahar editor, 1986.
PEREIRA, Carlos
Alberto M. (Org.). Linguagens da Violência. Rio: editora. Rocco, 2000.
RIBEIRO,
Darcy (1996) O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São Paulo:
editora Cia. das Letras, 1996.
SANTOS,
Nildo Nery dos. (1998). A Teoria do Crime. Belo Horizonte: Nova Alvorada edições Ltda,
1998.
SCHWARCZ, Lilia
M. (Org. 1998) História da Vida Privada no Brasil Tomo IV. Cap. 4 (Para
não dizer que não falei de samba: os enigmas da violência no Brasil). São Paulo: edit.
Cia. das Letras, 1998. pp. 245-318.
VARELLA,
Dráusio (1999) Estação Carandiru. São Paulo: editora Cia. das Letras, 1999.
VELHO, Gilberto.
(Org.) A utopia urbana: Um estudo de Antropologia Social. 3ª edição. Rio: Zahar
editora, 1978.
_______,
Desvio e Divergência: Uma crítica da Patologia Social. 4ª edição. Rio: Zahar, 1981.
________,
Subjetividade e Sociedade: Uma experiência de geração. Rio: Jorge Zahar editor, 1986.
________, Cidadania e Violência. Rio: editora da UFRJ, 1996.
VELHO, Yvonne
Maggie A. (1975). Guerra de Orixá: Um estudo de Ritual e Conflito, Rio: Zahar editores
S.A., 1975.
WERTHAM, Frederic La Señal de Cain (Sobre la
Violencia Humana). 1ª edicion en español. México: Siglo XXI editores S.A., 1971.
PERIÓDICOS:
- LHOMME Revue Française dAnthropologie
nº 150, avril/Juin, 1999. De
la differance et de lexclusion. Paris,
éditions de lEHESS, 308 pp.
-
Revista Direitos Humanos/ GAJOP Novembro / Dezembro de 1998 (edição
Especial 50 anos da Declaração). Publicação do GAJOP (Gabinete de Assessoria
Jurídica às organizações Populares). Recife/PE, 1998.
-
Revista Direitos Humanos/ GAJOP
Dezembro de 1999. (Os Direitos Humanos na entrada do Novo Milênio). Publicação
do GAJOP (Gab. de Assessoria Jurídica às Organizações Populares). Recife/PE, 1999.