Aspectos emocionais da infância e adolescência
(uma abordagem espírita e psicológica da personalidade)

 

A formação da personalidade da criança começa bem antes do nascimento na óptica espírita. No momento da concepção, mãe e filho iniciam uma simbiose de pensamentos e emoções, se influenciando mutuamente. A criança, dessa forma, experimenta todos os sentimentos da mãe, sejam de ansiedade, de euforia...de tristeza ou de alegria. Segundo o espírito Miramez (1987), poderíamos afirmar que a mulher grávida é um ser com duas personalidades.

Conforme seus esclarecimentos,  a mulher que deseja ser mãe, que programa a sua maternidade com cuidado e lucidez, deve abster-se de vícios, quaisquer que sejam, como já indica a medicina terrena e, principalmente, abster-se de conversações impróprias e infelizes. Todo e qualquer diálogo perturbador, onde existir raiva, ódio, ressentimento...estará repercutindo na vida intra-uterina do pequeno ser em formação, o qual sofre ao sentir a mãe triste...e recebe as vibrações perniciosas da raiva que ela exterioriza.

Toda a atmosfera psíquica do casal irá influenciar a formação da personalidade da criança, que poderá ser saudável, ditosa...ou então enfermiça, com dificuldades psicológicas, a se exteriorizarem com o tempo, devido ao desamor de que foi vítima, crucificando-a desde o período embrionário. Brigas entre casais, no período da gravidez, discussões, afetam diretamente o espírito reencarnante, sentindo-se rejeitado, indesejado, acreditando que a sua vida não trará felicidade para os seus genitores. Está o pequeno ser atento a cada gesto da mãe, cada palavra, cada pensamento ou sentimento que ela nutre em relação a ele. Por também estar ligado ao pai vibratoriamente, experimenta da mesma forma os sentimentos de aceitação ou rejeição, tornando-o desde o útero um ser feliz ou desventurado.

Essas elucidações espirituais recentemente receberam a sua comprovação pela ciência, através do psicólogo e pesquisador Stanislav Grof (2000), radicado nos Estados Unidos. Ele conduziu uma cuidadosa pesquisa ministrando o LSD, em doses apropriadas, induzindo o estado alterado de consciência, e fez com que seus pacientes regredissem até o período intra-uterino, antes mesmo do início dos trabalhos de parto.

Comprovou, através de centenas de casos, que o feto está inteiramente lúcido do ambiente ao seu redor, das pessoas que vivem na casa, dos sentimentos do pai e dos irmãos em relação a ele. Descobriu, ainda, que a consciência encontra-se expandida durante o período   da gestação, acessando conteúdos mitológicos, de épocas imemoriais da humanidade. Percebeu pelo relato dos pacientes que quando a vida emocional da mãe era saudável, sem intrigas nem vícios, o feto tinha uma experiência que ele veio a chamar de “útero bom”, com imagens da natureza, se identificando com animais aquáticos, em estado de plenitude e felicidade.

Já quando a vida emocional da mãe era perturbadora ou com vícios de variada ordem, o espírito experimentava um “útero mau”, com imagens de seres monstruosos, lugares horríveis e, em caso de vício da mãe, via-se em águas poluídas e tóxicas, experimentando enorme desespero.

Quão grande deve ser o cuidado da mãe em sua gestação! E quanto ela poderá fazer por seu filho, antes mesmo de tê-lo nos braços. Conversando com ele, falando-lhe de como é bom viver, do quanto ela o aguarda ansiosa e de como vai cuidar do seu futuro., na vida que o espera, repleta de desafios, de objetivos...

Não raro, quando a mulher dá sinal de gravidez, o homem começa a sentir um certo antagonismo pela esposa, sentimentos inamistosos, falta de paciência, mal humor. Nos esclarece o espírito Miramez, em Horizontes da Mente (1987), que o pai sente que a criança que foi concebida é um adversário seu, de quem guarda raivas e ódios nas profundezas do seu inconsciente.

Da mesma forma, a mãe pode sentir-se mal durante a gravidez, por também estar recebendo um adversário para a reparação das dívidas através do amor. Cabe aos dois direcionar sentimentos opostos à criança...de afeto, de simpatia, de aceitação, a fim de anular e diluir as ondas deletérias que o pequeno ser emite. O acerto entre mãe e filho começa então a ser efetuado bem antes do nascimento, e cabe ao pai ter paciência com a esposa, com sua instabilidade emocional, compreendendo que muitas das suas emoções provém da criança em formação.

A mãe é o primeiro objeto de amor da criança pequena, que satisfaz suas necessidades afetivas e orgânicas. A psicanalista Melaine Klein, já em 1937, afirmou que o bebê era possuidor de uma ambivalência emocional em relação à figura materna, experimentando sentimentos de amor toda vez que a mãe lhe nutria com o seio e experimentando ódio e raiva toda vez que a mãe se afastava ou não estava presente para lhe satisfazer. O que esta nobre autora não suspeitava era que essa instabilidade emocional não era tão somente fruto do prazer ou desprazer da criança, mas sim de sentimentos de ódio e raiva arcaicos do espírito em relação à sua genitora, arquivados no seu incosciente, devido a acontecimentos infelizes que sofrera no passado. Não raro, a mãe chega a entrar  em um estado de depressão pós-parto, fruto das constantes ondas antagônicas emitidas pelo bebê em sua direção ou pela sua própria resistência inconsciente de receber um adversário como filho. O amor que ela lhe direciona terminará por anular as resistências do espírito em ser filho de alguém que tanto o prejudicou em vida pretérita – ou então as suas próprias resistências, caso ela tenha sido a prejudicada.

No primeiro ano de vida, quando a criança é bem cuidada, alimentada com regularidade e tem a presença da mãe de forma contínua, ela desenvolve um sentimento de “confiança básica na existência” ( Erikson, 1971). Ela sente-se segura e amada, protegida, pois confia na regularidade da presença de sua mãe, transformando-a em uma certeza interior. O primeiro sinal dessa segurança em seu ambiente é a completa relaxação dos seus intestinos, a facilidade de sua alimentação e a profundez do seu sono. Qualquer distúrbio em uma dessas áreas indica uma incerteza, uma insegurança, geralmente em relação à mãe (Erikson, 1971).

Os primeiros anos de vida da criança, da mesma forma que a vida intra-uterina, são vitais para o desenvolvimento da personalidade. Apesar disso, é comum vermos pais com os filhos no colo discutindo, desferindo ofensas contra outras pessoas, ou mesmo queixando-se da criança para outros, ignorando que a criança tudo percebe, tudo entende, mesmo que inconscientemente. Respira profundamente a atmosfera psíquica de sua casa, recebendo a influência direta e imediata dos estados de ânimo dos pais. A tonalidade de voz empregada pela mãe, a maneira  como o pai trata sua genitora, os carinhos que trocam ou os gestos de paciência ou impaciência vão sendo todos arquivados pela criança e incorporados em sua mente, programando seus futuros comportamentos quando adulta. A maneira como o pai a trata, no caso das meninas, o carinho ou a rejeição  que recebe irão influenciar diretamente seus relacionamentos na vida adulta, onde irão reaparecer as experiências vivenciadas sob a forma de confiança para amar ou medo de amar e ser amada – transformando-se em dúvidas e receios injustificáveis. Com os meninos o mesmo se dá, mas com relação à figura materna.

Nesse período da tenra infância, a criança precisa muito do elemento amor, para que venha a ser tornar uma pessoa segura, com um ego forte e capaz de enfrentar a vida e suas dificuldades sem receios. Quando o investimento afetivo é insuficiente, quando os pais são negligentes ou não participam da vida da criança como deveriam, entregando seus cuidados a profissionais pagos, a criança pode crescer com uma lacuna que não foi preenchida - uma lacuna emocional - , e se torna insegura, triste...não se afirmando perante os colegas e amigos. Quando adulta, acaba por ser vítima de patologias de que não consegue sair com facilidade. A Bulimia Nervosa é uma delas. A pessoa ingere alimento em medidas desproporcionais ao necessário, a fim de sentir-se completa, totalmente preenchida. Inconscientemente, este é um desejo de preencher-se com o amor que nunca recebeu, com o carinho que faltou, com o que não lhe foi dado em períodos fundamentais do seu desenvolvimento. Estando preenchida, porém, logo vem uma ânsia que a faz expelir tudo o que ingeriu, pois identifica o alimento com a mãe que a não amou, e de quem sente raiva e ressentimento.

Quantas crianças cobertas de recursos materiais e carentes de afeto! Quantos pais narcisistas, mais preocupados consigo próprios do que com a vida daqueles que Deus lhes confiou!

Por volta dos três anos, podemos perceber também o papel fundamental do elemento amor no desenvolvimento da criança, quando ela passa a experimentar sentimentos de culpa toda vez que faz algo que sabe que os pais consideram errado ( Freud, 1930). Sente medo de perder o seu amor, de ficar em completo estado de desamparo e, desta forma, submete-se a todas as suas ordens. Como o espírito está sob a ação do véu do esquecimento de suas antigas personalidades, considera “mau” tudo aquilo que é passível de ser recriminado pelos pais e punido com a perda do seu amor, e “bom” tudo o que é aprovado por eles.

A criança vê então uma barreira para seus instintos agressivos e para suas más tendências, que se vêem inibidas por força do medo da perda do amor dos pais.

A partir dos cinco anos de idade, a criança então internaliza os preceitos e julgamentos morais aprendidos com pai e mãe, os quais irão somar-se à aos valores que o espírito já traz dentro de si, reforçando os bons, e contrabalançando os maus, que ressurgirão com ímpeto na adolescência.

Quando a criança não recebe amor, contudo, ela canaliza toda a sua agressividade para o mundo exterior, pois não há o medo da perda de um amor que nunca recebera, ou seja, não há nada que a faça pensar em recuar, em inibir suas más tendências. Não se sente culpada e se torna agressiva, hostil, desobediente...se tornando delinqüente na juventude, desrespeitando as regras sociais, sentindo raiva da sociedade que não lhe deu amor ( Fraser, 2001).

O jovem delinqüente sempre é uma criança que não foi amada. Cada grito, cada gesto de rebeldia e violência na verdade é um grito de socorro, uma súplica: “Me amem! Por favor! Me amem!” Mas a sociedade ao invés de amá-los e educá-los os encarcera como se fossem animais, sem qualquer dignidade nem consideração...

De outra forma, essa criança desamada, carente, incompreendida, se tornará o adulto insensível, violento no lar, duro para com os mais próximos. Sentindo carência exteriorizará raiva e agressão; incompreendida irá isolar-se; feridos os seus sentimentos irá tratar os mais próximos da mesma forma como foi tratada, em comportamentos automáticos, completamente inconscientes, sem que se dê conta de sua origem ( Joanna de Ângelis, In Amor, Imbatível Amor, 1998).

Essa “criança interior”, machucada, ferida...irá permanecer no adulto o qual procurará escondê-la, escamoteá-la de diferentes formas, até que se resolva por enfrentá-la, por revisar os conteúdos da infância infeliz, os traumas que se arquivaram e que infelicitam de forma silenciosa (Ibid.).

É inadiável que se faça essa empreitada interior, a fim de que essa criança que ainda existe dentro de nós amadureça, curando as feridas mal cicatrizadas, para que então o adulto de hoje se torne pleno, psicologicamente maduro e feliz.

Não bastassem todos esses fatores na vida da criança, um outro capítulo apresenta-se, de extrema importância para a saúde total da criança: a obsessão.

Certa vez, nos narra o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro "Sexo e Obsessão” (2002), estava ele a visitar uma escola de ensino primário com seu mentor Anacleto, em missão de objetivos terapêuticos. Adentrando em uma das salas de aula, repleta de crianças, observou que todas, sem exceção, eram acompanhadas de espíritos. Percebeu, no entanto, que número expressivo não era acampanhada de guias espirituais, mas sim de espíritos vingativos que desde já se imantavam a elas, produzindo irritação, desatenção em aula e outros transtornos. Surpreso, indagou a seu mentor:

“- Como se explicam...esses processos obsessivos que ora defrontamos?” O nobre mentor então esclareceu: - “...muitos processos de obsessão têm o seu início tora do corpo físico, quando os calcetas e rebeldes, os criminosos e viciados reencontram suas vítimas no Além-Túmulo, que se lhes imantam, nos tentames infelizes e de resultados graves em diversas formas de obsessões.”

Como percebemos, o  processo obsessivo da infância tem início geralmente antes do reencarne, quando o espírito está no plano espiritual e reencontra aqueles a quem feriu e que agora se comprazem em torturá-lo de variadas formas, em regiões muito infelizes da crosta terrestre. Conforme o nobre mentor, a obsessão não impede  a reencarnação do espírito, mas o seu perseguidor o acompanha, tentando perturbar-lhe a existência desde os primeiros dias no útero materno.

Os graves débitos contraídos em outras existências, quando o espírito foi cruel e impiedoso, permitem o acesso do irmão menos feliz e vingativo, o que irá prejudicar a relação dos pais com a criança, e desta com os professores e colegas.

A criança vítima da parasitose obsessiva sempre reencarna no grupo consangüíneo   com   quem  junto  desrespeitou as Leis e  prejudicou   vidas ( Miranda, pg. 55-56, 2002). Desta forma, geralmente os pais não têm conhecimento do que se passa e se perturbam, se tornando impacientes com a criança, a quem aplicam surras injustificáveis, o que fará com que a criança acumule raiva e ódio dentro de si, passando a nutrir ressentimento crescente diante das injustiças que sofre (Ibid.).

Vários distúrbios de comportamento, como fobias, comportamentos neuróticos, agressividade, autismo, hiperatividade, têm como causa a ação obsessora infeliz de espíritos perversos.

O pai e a mãe conscientes, portanto, dos fatores espirituais, se tornarão os melhores anjos e guias para seus filhos, pois saberão detectar através do conhecimento que possuem, se seus filhos estão sendo vítimas de espíritos vingativos, buscando sempre que necessário a terapia espírita. Através dela, o espírito infeliz poderá receber os benefícios do esclarecimento, tendo a oportunidade de corrigir a sua rota evolutiva e desistir da vingança que não lhe traz nenhum bem. Caso não se conscientize, o processo de obsessão, que será amenizado pelos mentores espirituais, irá se encerrar na fase adulta, quando a criança receber o antigo inimigo como filho, diluindo todo ódio e rancor que causou através do amor ( Miranda, 2002).

A terapia espírita da obsessão na infância tem como contributos ainda a evangelização, a aplicação de passes e energização dos Chakras ( nas sociedades que possuem trabalhadores especializados), e ainda através da água magnetizada que dulcifica seu perispírito, impregnando-o de vibrações vigorosas.

Quando luzir na humanidade o conhecimento espírita, muitos transtornos da infância serão evitados e tratados com eficiência, fazendo com que a criança tenho um desenvolvimento saudável e feliz, se tornando forte para reparar os danos causados através do amor e não mais através da dor e do sofrimento.

Terminada a fase da infância, na qual são plasmados comportamentos e tendências para toda a vida do indivíduo, inicia-se uma nova etapa, igualmente importante: a adolescência.

A adolescência é o período que vai dos doze anos para as moças e quatorze para os rapazes, até os dezoito e vinte anos, respectivamente. Isto nos países de clima frio. Já nos países de clima quente há uma variação para mais cedo. Ela consiste no período em que os conteúdos do inconsciente emergem com toda a sua carga, trazendo tendências e traços de personalidade adquiridas pelo espírito em outras encarnações. Não raro, o grupo familiar se surpreende, não reconhecendo como fruto de sua educação algumas características que o jovem passa a apresentar, ora como talentos e vocações, ora como malícia, atitudes temperamentais e comportamento cínico de alguns, constituídos de longa data.

Nesta fase, o psiquismo passa por um processo de adaptação entre a infância e a adultez que virá. A mente do adolescente é uma mente essencialmente ideológica, e passa então a revisar tudo o que aprendeu dos pais, no intuito de definir a sua identidade (Erikson, 1971).

Observa cada ato e gesto dos adultos, comparando-os com suas filosofias, com os sermões que lhes são aplicados, procurando verificar se o que os pais verbalizam é autêntico ou falso. Como sabemos, “uma imagem fala mais que milhares de palavras”, sendo completamente inútil a tentativa dos pais de convencerem os filhos de algo que eles mesmo não fazem (Ângelis, 1997). Segundo a autora espiritual Joanna de Ângelis, em Adolescência e Vida (1997), a influência dos pais sobre os filhos deve ser silenciosa, mais pelo exemplo que pelas palavras, a quais se tornam vazias sem as ações correspondentes.

Quando um filho observa seu pai ou sua mãe e percebe neles alegria de viver, coragem diante dos desafios da vida...idealismo pelo trabalho e pelas tarefas que abraçam...naturalmente irá assimilar seus ensinamentos e sua filosofia de vida, pois também quer ser feliz como o pai, alegre como sua mãe, também quererá aprender uma profissão que o estimule a ser idealista, assumindo responsabilidades sem medo.

Já quando, entretanto, este pai ou essa mãe é triste, desmotivada, sempre queixando-se da vida, como conseguirá convencer seu filho de que sua filosofia de vida o fará feliz? Como conseguirá persuadi-lo de seus ensinamentos?

É neste momento que os modelos televisivos se tornam atraentes e exercem toda a sua influência na formação da identidade do adolescente. Vendo os rostos felizes e saudáveis dos atores, das atrizes de filmes e novelas, passa a introjetar o conteúdo que vê em seus comportamentos fabricados, acreditando tornar-se feliz “como eles” aparentam ser. Tornam-se sensuais, agressivos, tal qual os modelos que lhes são apresentados, por falta de propostas melhores e convincentes, assumindo uma identiddade que é aceita pelos outros jovens, igualmente influenciados pela mídia.

O Espiritismo, com a sua filosofia lógica e racional, baseada nos conhecimentos dos Espíritos e na moral superior de Jesus, oferece os melhores recursos para o jovem compreender a Vida sem ilusões. Apresenta-lhe a morte como ficção, e a vida espiritual em todos os seus detalhes, ampliando-lhe a compreensão dos fatos ao seu redor e dos problemas que ora enfrenta no lar e fora dele.

Auxilia o jovem a descobrir sistematicamente quem ele é e o que deseja da Vida, com suas características próprias, único que se faz no concerto do Universo.

Em meio ao tumulto de sensações orgânicas que irrompem e de sentimentos variados que experimenta, encontra apoio na fé que começa a adquirir no futuro e na certeza do sentido da Vida, na convicção profunda que adquire de que a sua vida tem um objetivo específico, que cabe a ele descobrir.

Aos pais cabe a tarefa de serem parceiros nesta caminhada, amigos compreensivos e não autoritários, impondo seus desejos em detrimento das reais vocações do jovem.

Como será belo o dia, então...em que este mesmo jovem...esta mesma criança de hoje, se tornado o adulto maduro do amanhã...estiver em sua varanda, sentado...a contemplar a paisagem, a beleza das plantas...as cores do infinito...e relembrando sua vida, os momentos da infância feliz....os momentos da adolescência segura...bem apoiada...pegar um pequeno porta retrato contendo a imagem de seus queridos genitores (ou um deles se for o caso), agora já de cabelos grisalhos e poder dizer em pensamento:

“- Estes dois, com certeza, foram as pessoas mais importantes da minha vida”.

Todo o cuidado, toda a atenção, todo o investimento na infância e na adolescência jamais são perdidos e se tornam a base segura para toda a existência corporal...auxiliando a construção da saúde emocional e psicológica dos homens e mulheres da sociedade do porvir.

Bibliografia:

Miranda, Manoel Philomeno de ( Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002. 
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.          Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bençãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Miramez (Espírito). Horizontes da Mente; psicografado por João Nunes Maia. – Belo Horizonte, MG: Editora Espírita Fonte Viva, 2001 (14a edição). 
Grof, Stanislav. Psicologia do Futuro, lições das pesquisas modernas da consciência; tradução de Jussara de Avellar Serpa. – Niterói, RJ: Heresis,2000.
Klein, Melanie. Amor, Culpa e Reparação, e outros trabalhos 1921-1945. Editora Imago, 1996 ( 1a Edição em português).
Erikson, Erik. Infância e Sociedade. Rio de Janeiro, RJ: Zahar Editora,1971.
Freud, Sigmund. Obras Psicológicas Completas. Edição Standard Brasileira. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1976. (1930). O mal-estar na civilização. E.S.B. Op.cit.v. XXI.
Fraser, Márcia Tourinho Dantas. “Delinqüência Infanto-Juvenil e Culpa” ;
In Peres, Urania T. (org.). Culpa. São Paulo: Editora Escuta, 2001.

-  Adriano Oliveira (RS)
E-mail: psic.adriano_oliveira@yahoo.com.br

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